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Dizem que o brasileiro adora fazer uma "fezinha", o problema é que para alguns, a fé é tanta que, não conseguem mais parar de apostar... 

Isto é a compulsão do jogo!

No entanto, para alguns psicólogos da Universidade de "Southampton", na Inglaterra,  após inúmeras pesquisas, concluíram que os idosos jogadores de bingo, tem mais memória e um raciocínio muito mais rápido e preciso. Paradoxalmente, o jogo foi avaliado como algo muito mais estimulante para o cérebro do que o próprio xadrez !

Por outro lado, poderá ser uma armadilha terrível para os menos avisados...

Pois o jogo, de um modo geral, assim como álcool ou a cocaína, também poderá causar dependência crônica!

Hoje em dia, o jogo compulsivo foi oficialmente incluído no Código Internacional de Doenças (CID), desde 1992, pela Organização Mundial de Saúde (OMS).


O  JOGO SERÁ QUE VOCÊ PODE "APOSTAR"  NELE?

 Na verdade, há quem aposte durante a vida inteira sem qualquer problema. No entanto, há quem sinta tonturas, enjôos e depressão, simplesmente por passar apenas um dia, longe de uma dessas máquinas de caça-níqueis. E aí?

 
"Com que emoção, que aperto no coração, eu ouvia os números do crupiê. Com que avidez eu olhava a mesa de jogo, na qual são esparramadas pilhas de peças de ouro que se desmancham sob o rodo em montes reluzentes como brasa. Antes mesmo de alcançar o cassino, só mesmo de ouvir o tilintar das moedas, eu me sentia prestes a desfalecer" 

 "Dostoiévski" - trecho do seu livro - "O Jogador" - 1866.

Para Freud, Dostoiévski, era o jogador mais célebre da história. O qual, ele concluiu que não jogava por dinheiro, mas jogava porque era um viciado.


MAS, POR QUÊ NOS VICIAMOS EM JOGOS ?

Para responder a esta questão, os cientistas da Universidade Harvard (que curiosamente foi criada com o dinheiro do jogo), nos Estados Unidos, realizaram uma experiência inédita. Eles deram cocaína a uma pessoa e, para outra, deram uma máquina de apostas. 

Depois de algum tempo... Analisaram as duas cobaias humanas com ressonância magnética funcional. Trata-se de uma máquina que mede a atividade cerebral em cada parte do encéfalo, por meio do fluxo sanguíneo em cada região. O resultado foi que a cocaína e a máquina de apostas ativaram as mesmas estruturas cerebrais. 

"Quando um jogador está em ação, ele fica superexcitado, provocando no cérebro um aumento exacerbado de dopamina (neurotransmissor associado ao prazer). Quando ele pára de jogar, os neurônios alterados pedem mais dopamina, assim como pedem mais cocaína a um viciado na droga".

Segundo a psiquiatra Valéria Lacks, do Programa de Atendimento ao Dependente (Proad), da (UFSP) Universidade Federal de São Paulo-SP.


Também descobrimos que as pessoas freqüentemente expostas aos jogos de azar, como por exemplo:  Aqueles quem moram perto de um desses bingos, terão maiores predisposições para jogar. Outros fatores de risco seriam: 

A personalidade impulsiva, uma tendência ao isolamento, ansiedade e depressão. 

"Percebo que os jogadores compulsivos possuem características peculiares. Geralmente, vejo que são indivíduos com uma boa capacidade cognitiva e uma razoável fonte de renda, mas quando são desestabilizados emocionalmente por algum fator vivencial, perdem o sentido real da vida, no paradoxal jogo de sedução do jogo."

Dr. Marcos Calmon

 Os jogadores compulsivos, também sofrem com crises de abstinência, igual a qualquer outra dependência: Tais como sudorese, tremores, náuseas, depressão aguda e até mesmo ataques cardíacos. Cerca de 18% deles tentam o suicídio, e semelhante aos viciados em drogas químicas, o jogadores também se isolam do mundo, perdem o interesse pela família e pelo trabalho e só conseguem obter prazer apostando novamente.


TODO TIPO DE JOGO VICIA ?

SIM. Mas, as máquinas caça-níqueis, por exemplo, são consideradas o "crack" da jogatina. Segundo as pesquisas mais recentes, entre 40% a 60% das pessoas que usam freqüentemente essas máquinas tornam-se compulsivas. Já as loterias seriam, metaforicamente, a "maconha". Elas também não fazem bem para a saúde, mas por outro lado, não causam grandes danos. 

Existe uma relação entre o o intervalo da aposta e o seu resultado, quanto maior este intervalo, menos viciante é o jogo. Como o resultado das loterias demoram uma semana para sair, elas não são um grande problema. Mas, nos jogos eletrônicos, o tempo é quase instantâneo. Em outras palavras, a rapidez alimenta a compulsão frenética.

OUTROS "DETALHES" INTERFEREM NA COMPULSÃO ?

SIM. Estímulos sensoriais, tais como o barulho de moedas caindo nas maquininhas caça-níqueis. Aliás, alguém já viu cair notas? É claro que não, propositalmente, os apostadores recolhem o dinheiro ganho em baldes. Isso aumenta a sensação de ganho e, conseqüentemente, a vontade de jogar mais uma vez.

Recentemente, um teste foi feito nos Estados Unidos, onde colocaram lado a lado duas máquinas, uma com barulho e outra silenciosa. 

O resultado foi que as pessoas jogaram menos nas máquinas sem barulho. O ambiente dos cassinos e bingos também são considerados fatores de risco, pois são preparados com a ajuda dos estudos comportamentais da psicologia  e a consultoria de psicólogos muito bem remunerados. Por isto, os jogadores ficam extremamente confortáveis. Algumas casas oferecem até bebidas e comida de graça. Não há relógios ou janelas, para que se perca a noção do tempo. Tudo é preparado para seduzir o jogador. E o intervalo de apostas, como já vimos acima, é o menor possível. Normalmente nem esperam a pessoa saber se perdeu ou ganhou para iniciar uma nova rodada de bingo, não é mesmo?

Desta forma, à arapuca fica armada para capturar novas e antigas vítimas.


ALGUNS

DEPOIMENTOS :

P.L. uma mulher de 52 anos: "Em 22 anos de jogo, perdi muito mais do que dinheiro. Perdi a minha dignidade. Estou deste jeito porque fui parar na sarjeta. Fui empresária, e minha sócia me denunciou na justiça por desvio de verbas nos negócios para alimentar o jogo".

J.C. um homem de 67 anos:"A minha única inspiração na vida era poder estar jogando. O bingo foi a minha ruína. Nas apostas que não terminavam nunca, eu construí a minha própria forca. Eu ganhava e perdia dinheiro com muita facilidade, e isto me destruía silenciosamente. Eu estava morrendo aos poucos, até o dia em que eu resolvi tomar mais de 50 cápsulas de tranqüilizantes, depois de uma dessas marés de azar. Acho que eu queria, era esquecer de tudo, entende?".


QUAL É A OPÇÃO PARA  SE

"DERRUBAR"

A COMPULSÃO ?

O jogador não derruba a compulsão de uma vez por todas, sempre fica algumas peças de pé, como se estivessem ali para alertá-lo do perigo eminente !

A idéia mais aceita no mundo inteiro, é a "redução os danos". É a mesma lógica que usamos quando oferecemos seringas aos viciados em drogas injetáveis, para se evitar as doenças contagiosas.

Mostramos aos jogadores compulsivos em nossas sessões, algumas opções de  jogos, menos aditivas. 

Tratamos com induções hipnóticas e sessões de acupuntura para o controle da ansiedade. Logo, o paciente é levado a apropriar-se do espaço terapêutico que lhe é destinado, para o acolhimento direto das suas demandas psicológicas.


AGORA,

SE  VOCÊ  REALMENTE  DESEJA  SER  UM  ABSTÊMIO DO JOGO

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