É DEPRESSÃO

OU TRISTEZA ?

 

Em primeiro lugar, vamos combinar uma coisa: Tristeza eventual, motivada por alguém que ficou doente ou morreu, ou perdeu um grande amor, talvez... fracassado na prova, etc. É algo normal! Agora, permanecer neste estado por um tempo demasiadamente longo, com crises de choro, cansaço, isolamento social, irritabilidade, perda ou ganho de peso súbito, comportamento letárgico, insônia, entre outros sintomas semelhantes, é indícios forte de uma possível depressão! Combinado?

As pessoas, em qualquer idade estarão sujeitas a viver um transtorno depressivo no decorrer de suas vidas. Segundo alguns estudos realizados, os quarentões estão mais propensos a isto, pois tendem a ter mais acúmulos de responsabilidades com a família e o trabalho; geralmente sofrem mais por perdas matrimoniais devido as separações ou óbito do companheiro(a); sentem-se frustrados por não terem conquistado ainda as suas metas de vida pré-estabelecidas; temem em demasia perder o emprego e não voltar a conseguir uma boa recolocação no mercado de trabalho e por ai vai. Em outras palavras: Os quarentões são um grupo de risco maior para sintomatizar a depressão.

Os jovens, no entanto, tendem a ser mais otimistas em relação ao futuro e, os idosos, geralmente, aceitam melhor a vida como ela é procurando refúgio na sensação do “dever cumprido”. Vale à pena lembrar que tudo isto são apenas meras estatísticas observadas empiricamente. É claro que os idosos e os jovens também podem ficar deprimidos, mas as chances deles, serão bem menores em relação ao grupo de meia idade. É “quase” uma questão de matemática!

Independentemente daqueles que são mais suscetíveis ou não, precisamos mesmo é estar preparados para entrar nesta guerra contra o baixo astral a qualquer momento, através dos bons hábitos que fortalecem as nossas defesas contra este mal, que se instala silenciosamente na vida de qualquer um de nós. Necessitamos incluir os exercícios físicos como uma rotina saudável, seja na academia, em caminhadas diárias, andando de bicicleta, etc. Evitando ao máximo, o consumo exagerado de bebidas alcoólicas, pois são imunodepressoras do sistema nervoso central e favorecem este quadro clínico. Podemos realizar alguma atividade de alcance social no amparo aos mais desfavorecidos, trabalhar profissionalmente com aquilo que nos provoca prazer e bem-estar; viver uma relação amorosa prazerosa e, sempre que puder freqüentar as sessões de psicoterapia, pois elas são muito poderosas para estabelecer um contato saudável consigo mesmo, promovendo mais saúde e autoconhecimento, fundamental para que haja homeostase psíquica, livrando-nos de uma lista enorme de patologias psicossomáticas.

Apesar das pesquisas indicarem que pelo menos 20% da população mundial vão apresentar algum tipo de crise depressiva no decorrer de suas vidas, fica aqui um alerta: O tratamento com remédios só será indicado pelos médicos, em casos de “sintomas incapacitantes” para o paciente. Por isto, tenha muito cuidado com a medicalização excessiva ou a automedicação! Isto poderá ser pior do que a própria depressão. Tudo pode ser apenas uma tristeza momentânea. Lembre-se que o sol sempre brilhará no dia seguinte, e por pior que tenha sido a tempestade com relâmpagos na sua vida, invista mais em você para ser feliz de verdade!

 

   Dr. Marcos Calmon

CRP 05 / 32.619

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