JUNHO:

O MÊS DO AMOR

 

Chegou o mês dos namorados! E você, está apaixonado? Já ficou de “asa caída” por alguém? Em caso afirmativo, saberá muito bem que este sentimento costuma ser avassalador na vida dos amantes. E, caso nunca tenha se apaixonado, fique em estado de alerta! Pois é algo totalmente imprevisível e imponderável, qualquer pessoa está sujeita ao “vírus” da paixão.

E você sabe por quê?

A resposta está em nossa mente inconsciente que cria esta dependência do outro, justamente para que haja um cenário mais favorável para a próxima fase: o amor. Na sua forma inicial (paixão), os amantes não percebem as suas diferenças sutis ou grosseiras, tudo é amenizado, o cérebro confunde o nosso mecanismo de percepção tornando-nos criaturas suspirantes e focadas em um único pensamento: o objeto de desejo (o outro amado).

Altera a noção de tempo e espaço dos casais quando estão mergulhados nas tramas da paixão. É um mecanismo de defesa maravilhoso, você já imaginou se ao invés disto, um olhasse para o outro conscientemente? Logo enxergaria os defeitos reais e, ao invés de buquê de rosas, haveriam cobranças e trocas de farpas, prejudicando uma futura união mais estável e a conseqüência mais exata disto, seria uma ameaça ao futuro da nossa espécie humana, entendeu?

Não obstante, este sentimento costuma lançar raízes para uma relação futura mais duradoura e, mesmo quando ocorrem às separações, não será algo muito fácil, uma vez que o cérebro vai decifrar tudo isto como uma perda, ou seja, a lembrança do prazer tende a ser mais forte e, quanto mais emocional for o sujeito, mais difícil será uma separação conjugal, ainda que hajam forte motivos para isto.

A perda eminente do objeto de desejo suscita inconscientemente na busca compulsiva por recompensa, algo entre perder e ganhar novamente. É semelhante aos comedores, jogadores, compradores, etc. Eles estão sempre tentando compensar as suas perdas com os seus ganhos imaginários que se retroalimentam numa busca frenética de prazer.

Segundo um grupo de pesquisadores de New York, a paixão é diferente do amor e vice-versa, uma vez que eles obtiveram imagens por ressonância magnética e compararam o funcionamento do cérebro nestes casos específicos. Os apaixonados ativam neurônios do núcleo caudado e em outras áreas correspondentes com a participação da dopamina (neurotransmissor) que nos fornece a sensação de prazer como um sentimento de premiação ou recompensa.

Continuando a experiência, observou-se em seguida que o amor é um estado mais sereno, com pequenas alterações no circuito cerebral (já citado acima), podendo estabelecer sentimentos mais duradouros e maduros, característica dessas áreas em particular.

Nos casos, onde o amor se transformou em ódio, ressentimento, rancor, violência doméstica, etc. É necessário que haja uma separação, ainda que momentânea, para que os lados possam refletir sobre os seus sentimentos transmutados. Em outras palavras: é preciso sofrer com a distância. E, caso o rompimento seja irreversível, sem que haja uma aceitação plena. A psicoterapia é um bom caminho para re-significar a perda do seu investimento libidinal. E quem sabe... re-encontrar um novo amor para poder colorir a sua vida sentimental.

 

Afinal de contas, o importante mesmo... É poder encontrar o verdadeiro amor o ano inteiro!

 

   Dr. Marcos Calmon

CRP 05 / 32.619

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