VOCÊ É OU ESTÁ GORDO?

 

Quem nunca se fez esta pergunta diante do espelho, que coma o primeiro bombom de chocolate. Calma! Foi apenas uma brincadeirinha, mas... será que você não é um daqueles que não pode ouvir falar em comida? Especialmente quando a noite começa a cair e você se transforma no terrível... Ladrão de geladeira! Hummm... é sinal de que alguma coisa vai mal.

Fabiana tem dois filhos e estava com seus 32 anos, 1,73 cm, chegou a pesar 137kg! Fez todos os tipos de dietas que viu na televisão ou que as suas amigas haviam lhe recomendado, procurou um endocrinologista, depois foi parar na nutricionista com mais dietas que controlavam as calorias com pontuações e tudo mais, teve até um “personal trainer” e nada! Foi uma tremenda frustração! O que estava havendo com Fabiana? Será que ela era uma “extra-terrestre” condenada a ser gorda para sempre? Foi quando ela surgiu no meu consultório buscando ajuda psicológica, apresentando sintomas de compulsão alimentar e o início de uma depressão para completar o seu quadro de desespero emocional. Aliás, era justamente um problema de ordem emocional que estava desencadeando e piorando cada vez mais aquele sintoma de sobrepeso na vida de Fabiana.

Não adiantava fazer dietas ou malhar nas academias, pois a sua mente sabotava o processo todo. Kátia F. chegou a fazer a famosa cirurgia de redução do estômago e não perdia peso como as outras, em poucas sessões descobrimos que ela fraudava a família e a si mesma, tomando grandes quantidades de leite condensado escondido do marido e da família.

Os gordos, de um modo geral, aprenderam desde pequeninos a transferir as suas frustrações, ansiedades, mágoas e toda a sua afetividade para a comida, como se fosse um calmante qualquer e, no fim da história, produzindo um ciclo vicioso: Eles se deprimem ao ver a gordura lhe tomando as formas, transformando a sua imagem estereotipada - de glutão que veste GGG - numa espécie de morte interna, a morte dos sentimentos que o fazem abandonar a vida social e a viver – muitas vezes – na solidão... No abandono e, desistindo de quase tudo, sobretudo, comendo mais ainda para tentar enganar a depressão que vai lhe desgastando.

Meus amigos leitores, não se enganem! A obesidade é uma doença do corpo e sobretudo da alma. Fingir que ela não existe, poderá ser uma decisão de vida ou morte. E isto, não é nenhum exagero de minha parte, pois as gorduras contribuem largamente para o aumento da pressão sanguínea, colesterol – entupindo artérias – causando aterosclerose e a ameaça de um infarto fulminante a qualquer momento.

Se este é o seu caso, você precisa urgentemente de um bom nutricionista ou talvez, de um competente endocrinologista e provavelmente, de uma boa academia ou daquela saudável caminhada diária, malhando regularmente. Mas... Com tudo isto, se você esquecer do psicólogo, quem vai trabalhar com a sua compulsão alimentar? Quem vai trabalhar a sua atitude emocional inconsciente, resumida naquela “beliscadinha” boba? Daquelas mentirinhas que contamos para nós mesmos – e que segundo a  “Legião Urbana”, é a pior mentira.

O primeiro passo mais importante: conscientização. Depois, uma escolha decidida para ser um vitorioso. Isto é diferente daqueles que querem uma pílula mágica ou um remédio que faça tudo por eles, de preferência sem esforço algum, ou seja, sem chegar a lugar nenhum.

Se isto é difícil? Obviamente que sim, por isto que você necessita de uma ajuda profissional. A obesidade não conhece classes sociais, fronteiras ou religiões, Atinge indiscriminadamente adultos e crianças e, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde) já é uma das doenças que mais sobrecarregam os sistemas de saúde do planeta, causando milhões de óbitos todos os anos, pela simples falta de informação.

E você, será que também vai fazer parte dessas estatísticas? Tomara que não! Ou vai?

       Dr. Marcos Calmon

CRP 05 / 32.619

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