DEPRESSÃO OU SIMPLESMENTE ESTRESSE?

 

     Quem nunca acordou e, se olhou no espelho dizendo: “Estou tão deprimido...” ou quem sabe, já se pegou afirmando o velho bordão, (que também já caiu no vocabulário popular) como: “Ando muito estressado...”  Pois é, algumas pessoas ou melhor, para muitas pessoas, é chique sentir-se assim e, no final, acabamos mesmo é misturando alhos com bugalhos!

 

     Depressão não é o mesmo que tristeza ou estresse, que a propósito, é um forte estímulo externo afetando as nossas reservas de energia psíquica ou física e elevando o nosso estado de alerta. Depressão é uma perturbação clássica do humor, é uma doença como qualquer outra que, dependendo da sua intensidade poderá levar a morte por suicídio, baixa no sistema imunológico, apatia crônica, etc.

 

     É uma psicopatologia silenciosa, que sem tratamento, evolui para estados mais profundos e devastadores na vida do doente, o qual vai perdendo os elos de afetividade, profissionais, os desejos, os objetivos na vida, etc. E, o sujeito passa a direcionar cada vez mais a sua energia para o seu mundo interno, que se torna sombrio, fechado, doloroso e sem perspectiva alguma para o “amanhã”, alias, a sua palavra predileta passa a ser o “ontem” carregado de reminiscências fantasiosas, que o prendem cada vez mais e mais em um “presente” totalmente despersonalizado e pronto para uma hecatombe psíquica.

 

     Uma vez diagnosticada a depressão, o paciente terá de conviver com uma patologia cíclica, isto é, haverá períodos freqüentes de manifestações reincidentes, que poderão ser controladas, principalmente com a psicoterapia e, em casos específicos, com o uso de psicofármacos controlados por um neurologista capaz de fazer a redução das doses, na medida em que haja progressos no tratamento, sob pena de haver síndrome de abstinência futura (mas isto já é um outro assunto que trataremos em um outro artigo).

 

     A OMS calcula que a depressão esteja afetando atualmente, cerca de 350 milhões de pessoas em todo o mundo, e olha que somamos um total de 6.477 bilhões de habitantes, segundo o Instituto (francês) Nacional de Estudos Demográficos (INED).

 

     Existem muitas possíveis etiologias para este mal, tais como os problemas vivenciais no trabalho, familiares, alguns estados de saúde precário, traumas acidentais ou produtos da violência sofrida por terceiros, entre outros fatores de maior ou menor impacto. Mas, que sempre irá variar de sujeito para sujeito, ou seja, o que para uns não representaria nada, poderá ser um episódio desencadeante do sintoma depressivo para outro.

     A pessoa deprimida não é alguém simplesmente triste (a tristeza pode ser até bem vista e importante no processo geral de crescimento), mas a depressão, não! Quando se instala, leva o paciente a viver dias inteiro de prostração sem uma causa aparente. É um complexo sistema associado de desânimo para tudo, baixo-astral, negativismo, falta de esperanças, mágoas, ira, projeção das culpas para os outros, etc. Enfim, é um coquetel venenoso de pensamentos mórbidos que se transformaram na maior armadilha de saúde dos tempos modernos.

     Muitos deprimidos negam completamente o seu estado, pois eles têm o senso de realidade abalado. Os remédios por si só não curam, apenas retardam certos sintomas biológicos. Busque a ajuda de um psicólogo dentro do “setting terapêutico”, urgentemente! Antes que este sintoma evolua para estágios mais agressivos na sua vida ou na vida de quem você realmente ama e, desta forma, poderá ser feliz como todo mundo!

Dr. Marcos Calmon

CRP 05 / 32.619

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