ANSIEDADE

Faz mal a saúde?

           

Antes de qualquer coisa, precisamos saber que estamos falando de uma sensação ou de um sentimento associado ao excesso de estímulos rápidos no sistema nervoso central. Algo capaz de fazer o sujeito interpretar uma situação de perigo real ou não, como uma ameaça terrível a sua existência, diferentemente do medo.

Na verdade, o medo saudável, só é desencadeado por um fato real e palpável (diferente de fobia). Já a ansiedade é estimulada por características bem mais subjetivas.

Quando alguém se queixa de preocupação excessiva com os problemas diários; apresenta inquietação contínua; nervos à flor da pele; cansaço mental; fadiga muscular evidente, baixa concentração; reclama de muitos “brancos” de memória e irritabilidade desproporcional ao fato desencadeador, é um sinal de alerta, avisando que o processo de ansiedade já vem se instalando há algum tempo...

Se apresenta dores no peito, taquicardias ou palpitações súbitas. E nos casos mais adiantados, o paciente passa a somatizar vômitos, cefaléia, dificuldade de deglutição; sensação de frio e arrepios pelo corpo; sudorese; boca seca; aumento do bolo fecal com possível surgimento de diarréia; aumento da quantidade de urina; muita tensão muscular com dores intermitentes e insônia.

Ansiedade é sinônimo de uma condição de vida estressante. Isto é, diante de uma situação ameaçadora, ele responde com um estímulo de fuga ou de enfrentamento da realidade considerada hostil pelo paciente, causando um certo nível de estresse, é o que consideramos como um mecanismo de defesa atávico saudável, mas o estresse contínuo enfraquece as nossas defesas e produz um subproduto: ansiedade.

A maioria dos pacientes são atendidos com psicofármacos pelos médicos. Mas o procedimento mais indicado é o acompanhamento psicológico das suas demandas vivenciais, aquelas que o tornam mal adaptado ao meio “psicosociocultural” em que vivem. O objetivo do tratamento psicológico é levar o paciente a fazer uma auto-avaliação e obter um controle maior das suas próprias necessidades, modificando os seus pensamentos conscientes e inconscientes, geralmente incongruentes e inadaptados no contexto em que vivem. Aplicação de técnicas de relaxamento especiais também são muito bem-vindas dentro do setting psicoterapêutico.

Infelizmente, a maioria das pessoas costumam ignorar estes sintomas, algo que tende a evoluir sua ansiedade para um quadro mais severo, bem conhecido no meio científico como “Transtorno do Pânico”.

A etiologia ou causa, pode ser uma pré-disposição hereditária; uma perda súbita de um objeto irreparável; ou os traumas familiares em qualquer etapa da vida; ou com o surgimento de novos desafios profissionais ou não; etc. Mas o fato é que a ansiedade sempre tende a possuir uma origem conhecida pelo paciente, pois ele sempre será capaz de identificar o objeto deflagrador das suas crises. Mas, se verá freqüentemente, incapaz de lidar com tal demanda. Em contrapartida, as crises de ansiedade aumentarão com freqüência cada vez maior... E aí? Será que isto vai fazer algum mal a sua saúde? Que o bom senso seja a nossa melhor resposta em busca da cura tão desejada.

Dr. Marcos Calmon

CRP 05 / 32.619

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