O DIA DO AMIGO

 

Você sabia que com o decreto nº 235/79, no dia 20 de Julho, comemoramos o dia do amigo?

Com certeza, esta é uma oportunidade ímpar para refletirmos sobre aquelas pessoas muito especiais em nossas vidas. São criaturas que simplesmente não necessitam ter nenhum parentesco direto conosco para desempenhar uma importante influência sobre as nossas questões do afeto.

E você? Sabe mesmo o que é uma amizade?

Segundo o Aurélio, é um “sentimento fiel de afeição, simpatia, estima ou ternura entre pessoas que geralmente não são ligadas por laços de família ou por atração sexual”.  E, o mais importante:

É você quem escolhe o amigo e, é escolhido por ele! Não é maravilhoso?

Amigo é porto seguro em horas difíceis. É alguém com quem necessitamos estabelecer um contato real através do carinho, do respeito mútuo, da compreensão e do apoio sensato nas horas difíceis. Você sabe que poderá contar com ele para sorrir ou chorar, poderá contar com o seu ombro amigo, com os seus conselhos carinhosos ou com aquele puxão de orelha na hora certa. É pura cumplicidade! E tudo isto, sem falar da agradável companhia que vem como uma espécie de bônus extra. Em outras palavras... Um grande negócio!

Não é à-toa que Milton Nascimento cantava na canção da América: “Amigo é coisa para se guardar debaixo de sete chaves, dentro do coração”.  Amigo não é da onça. É do peito! É coisa tão boa que o ideal seria que este sentimento estivesse sempre em todas as relações entre pais e filhos, irmãos ou em qualquer parentesco consangüíneo, espontaneamente. Mas não é bem assim que observamos empiricamente...

Longe do oportunismo interesseiro, um amigo verdadeiro é capaz de perdoar as falhas do amigo que errou e vice-versa. Desta forma, re-começar tudo de novo da estaca zero, sem pestanejar.

E, qual será a fórmula para se conquistar uma boa amizade?

O pai da Gestalt-Terapia, Frederick Perls, escreveu: “Eu faço minhas coisas, e você faz as suas. Eu não estou neste mundo para viver as suas expectativas. E você não está neste mundo para viver as minhas. Você é você, e eu sou eu. E, se por acaso, nós nos encontrarmos, será ótimo. Se não, nada se pode fazer”.

A Gestalt-Terapia percebe o homem como um ser “biopsicossocial”, relacionando-se constantemente com o meio ambiente a sua volta, sem se descaracterizar com isto. Aplicando uma forte noção de fronteira psíquica, bem nítida (saudável), podendo realizar trocas eficientes, sobretudo, no contato dialógico com o outro.

A experiência humana focada com este prisma é vista sob uma condição “sine qua nom” para podermos continuar vivendo com qualidade e, sobretudo, desenvolvendo as potencialidades escondidas no âmago do ser. Logo, convenhamos:

Não ter amigos é triste e vazio. É como uma noite sem estrelas e sem luar.

Não ter amigos é solidão. É egoísmo que mata e destrói lentamente.

Por isto, conquiste sempre novas amizades, mas nunca se descuide com a manutenção das antigas, pois elas são muito sensíveis ao abandono sistemático. E por fim, lembre-se da comovente conclusão do pequeno príncipe, que encerra esta reflexão com um belo pensamento:

 

 “Como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos.

      Se tu queres um amigo, cativa-me!”                 
(Antoine de Saint-Exupéry)  

   Dr. Marcos Calmon

CRP 05 / 32.619

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